

No princípio era o verbo
No princípio era o verbo
Depois veio o sujeito E condenou o predicado A palavra sem sentido Atropelou o parágrafo Deixou a sintaxe abandonada Veio o poeta e rachou a pedra Tirou lírios da memória De ferros retorcidos a rima Andando sobre as brasas De um mundo condenado Bebeu as vozes do infinito Transformou verbo em verso Palavras de duplo sentido Geometricamente calculadas Metáforas quiseram vida Ossos de ofício dúbio Orifícios de raio sonoro Foi quando leitores iniciantes Acostumados a contos de fada Fadados a pesados fardos Furaram coloquialmente o verbo Nascendo no ribombar do dia Ouro vivo de poemas populares
Paulo Luna
Enviado por Paulo Luna em 04/02/2026
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