

Quem é livre
Quem é livre
Para o que se é Sendo sempre o que se foi E já não é? Entre as linhas de um incêndio Arde o símbolo de um grito Escorre a teia sutil Do abandono Quis um barco para fugir Das tempestades dos desencantos Mas havia um mar de gelo E assim na febre de possuir A chave do inesgotável Ancorei o meu destino Entre as linhas do inatingível Agora a lua me olha E me acena apreensiva Por ver que eu perdi A paciência de andar com ela Pois me perdi entre as luzes Dissimuladas da cidade
Paulo Luna
Enviado por Paulo Luna em 16/10/2025
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