

Roído o osso
Roído o osso
Restava o poema Escandalosa cratera Ritmo que guarda O transverso do anverso Bordado de alecrim Muro ogiva nuclear Nada do que será Seria antes que fosse Nem o poema Luz que na fresta Se apressa em ser Um facho Que ilumina nada O que será que haveria mesmo Se nem ao menos Podemos dar voz Ao poema caído Último fôlego de um cometa
Paulo Luna
Enviado por Paulo Luna em 04/09/2025
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